23 julho 2007

De pulso ou parede, nenhum relógio precisaria o tempo que corria no arrebatamento e estacionava no descaso estóico de um sorriso sem boca. Era boquinha, era carnaval em mim; mas nela, nadica. em espasmo arrogante de quem sequer compreende. Sorriso que sequer é sorriso, porque nem sentido tem, exceto o inverso. Mas assim o quero, meio fora meio nela, de repente.




08 julho 2007

menos, menos e menos, porque já me encheu o de mais

Um lugar que fosse lugar apenas, ou aspas, mas apenas no sentido total e metafisicamente vazio como devera ser o conceito de lugar.
E me enfio numa lata de sardinha, dois felpos de algodão nos ouvidos e só escuto a voz interna. Sopro qualquer possibilidade de luz, e de que me servem os olhos. De que vale o amor se não se queira morrer de ser amado. Eu fui de ninguem dentro de mim. Até sentir o cheiro de carne moída da vizinha. E por que eu não a comi ainda?